Muitos advogados ainda acreditam que “fazer marketing” é sinônimo de violar o Código de Ética.

Outros acham que é proibido impulsionar posts, aparecer no Google ou produzir conteúdo nas redes sociais.
A verdade é que a OAB não proíbe o marketing jurídico — ela proíbe o sensacionalismo, a captação indevida de clientes e a desvalorização da profissão.
Se você souber o que pode (e o que não pode), é possível construir uma estratégia sólida de marketing jurídico, crescer com previsibilidade e ainda ser respeitado como autoridade.
O Que Diz o Código de Ética e Disciplina da OAB?
O Código de Ética é claro: o advogado pode divulgar seus serviços, desde que:
- Use linguagem sóbria e discreta
- Não prometa resultados ou vantagens
- Respeite o sigilo e a dignidade da profissão
- Não capte clientela de forma desleal
Além do Código, o Provimento 205/2021 regulamenta especificamente a publicidade na advocacia, e autoriza expressamente:
- Criação de conteúdo informativo
- Uso de redes sociais e anúncios pagos (com limites)
- Participação em lives, entrevistas e conteúdos online
- Divulgação de áreas de atuação
O problema nunca foi o marketing. O problema sempre foi como ele é feito.
O Que É Permitido no Marketing Jurídico
✅ Produzir conteúdo informativo
Você pode escrever artigos, gravar vídeos e postar nas redes sociais explicando direitos, mudanças na legislação e orientações jurídicas.
Exemplo:
“Quem tem direito à aposentadoria especial em 2025?”
“O que fazer quando o INSS nega o benefício?”
✅ Anunciar nas redes e no Google
Você pode impulsionar conteúdos ou aparecer no Google quando alguém pesquisa por “advogado trabalhista em Salvador”, por exemplo — desde que não use linguagem apelativa.
✅ Divulgar sua atuação profissional
Você pode (e deve) mostrar as áreas em que atua, o público que atende e como o cliente pode te contatar.
✅ Apresentar seu escritório com profissionalismo
Ter um bom site, estar no Google Meu Negócio e construir presença digital não é opcional, é obrigatório para quem quer ser lembrado.
O Que É Proibido (e Deve Ser Evitado a Qualquer Custo)
❌ Prometer resultados
Nunca diga “garantia de vitória”, “aposente-se rápido” ou “recupere seu dinheiro agora”.
❌ Divulgar valores de honorários
Falar de preço em redes sociais ou anúncios fere diretamente o Código.
❌ Fazer propaganda comparativa
Evite frases como “o melhor de tal cidade” ou “mais barato que o concorrente”.
❌ Expor casos ou clientes
Mesmo com autorização, a OAB considera antiético divulgar resultados de processos concretos com detalhes identificáveis.
Como Fazer Marketing de Forma Estratégica e Ética
- Foque em educar, não em convencer
O seu conteúdo deve orientar o cliente, não pressioná-lo a contratar.
Exemplo de abordagem ética:
“Conheça os critérios exigidos para receber o BPC LOAS.”
Evite:
“Descubra agora como garantir o seu benefício mesmo negado!”
- Use provas sociais com descrição
Você pode mostrar autoridade, por exemplo, dizendo:
“Já atendemos mais de 400 casos de revisão de benefício.”
Evite prints, valores ou fotos de processos.
- Aposte em presença digital profissional
Tenha um site rápido, claro e informativo
Crie um blog com conteúdo otimizado para busca
Estabeleça um perfil institucional nas redes sociais
- Utilize tráfego pago com cuidado
Você pode impulsionar conteúdos e até fazer anúncios no Google. A chave é manter a sobriedade na linguagem e evitar exageros.
No final das contas:
Crescer com ética é possível — e necessário
Você não precisa escolher entre ser ético e crescer. É totalmente viável atrair mais clientes e construir autoridade jurídica respeitando o Código de Ética da OAB.
O que você precisa é de estratégia, clareza e consistência.
A advocacia mudou. O comportamento do cliente mudou. E quem souber se posicionar com responsabilidade vai dominar o mercado nos próximos anos.
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